sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

"Terra de Silêncio e Escuridão", por Guilherme David Silva Carvalho


Em Terra de Silêncio e Escuridão, Werner Herzog nos apresenta Fini Straubinger, que perdeu a visão e a audição ainda na adolescência. Sua história nos é contada através de uma conversa entre ela e duas senhoras que são portadoras da mesma deficiência. Por meio de um interessante instrumento – as suas mãos – elas conseguem se comunicar.
            Fini Straubinger conta como perdeu a visão, depois de uma queda da escada e dois anos depois perdeu a audição. Devido à debilidade ficou acamada por vários anos, até que, por uma dose de força de vontade surpreendente, ela passou a ajudar pessoas que vivem em situação semelhante a sua.
            O documentário é uma verdadeira lição de humanidade. A personagem principal é um legítimo instrumento para levar luz à escuridão e sons ao silêncio, medidas as proporções. Através dela, nos são apresentados outros portadores das mesmas deficiências, mostrando um mundo de solidão, onde as possibilidades de comunicação são quase inalcançáveis.
            Tudo é muito bem explorado por Herzog: um encontro de Fini e seus colegas, com direito a uma declamação de poesia e um passeio por um jardim com cactos. Dessa forma, o mundo vai apresentando maior amplitude através das descobertas.

            Fini Straubinger cruza o seu país para levar, com um grande comprometimento, acolhida e atenção para seus semelhantes. Mais uma vez Herzog trabalha, como se pode ver em toda a sua obra, seja ficção, seja documentário, com personagens outsiders, que estão de certa forma à margem da sociedade, muitas vezes por inadequação. No caso de Terra de Silêncio e Escuridão, temos uma limitação física, e, antes de tratar apenas dessa limitação ou marginalização, Fini Straubinger aparece como um meio que tenta transcender esses problemas.

6 comentários:

  1. Uma pena que a vida fez o Guilherme se transformar num idiota no decorrer do tempo.

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    1. As pessoas se tornam, com os outros, aquilo que lhes mede a compreensão, em entonação e intensidade.

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  2. Então depois de mim, o Guilherme começou a andar apenas com pessoas idiotas, daí ficou assim, como está hoje. Que pena!

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  3. Resumindo...Um idiota, que fez um texto idiota e que por uma briga idiota, fez o texto ser um dos mais acessados. Vá pra merda!

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  4. Um texto bobo de alguém também bobo.

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  5. O texto de alguém que se deslumbrou com o pouco que a vida ofereceu e por conta disso, perdeu tantas pessoas boas.

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